Psicanalista em Curitiba

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Sobre o trabalho

O processo

Independente da demanda do cliente, é sempre prudente realizar uma entrevista/anamnese inicial, não somente para coletar informações relevantes mas também para determinarmos se minha ajuda é de fato necessária. 

Questões muito pontuais que precisam ser resolvidas com urgência podem configurar uma orientação psicológica breve. A necessidade de um laço terapêutico mais consistente e frequente pode levar à uma psicoterapia recorrente, na qual a vida do cliente será examinada nos mínimos detalhes e a precisão das interpretações será fundamental.​

Eu situo a psicanálise como um processo mais ousado que a psicoterapia, no sentido em que procura-se mudar significativamente um ou mais traços de funcionamento do cliente, sendo guiado pela lógica do desejo e não pelo ajustamento social ou outro parâmetro de “bom” funcionamento.

Minha formação

Fiz a formação de psicólogo na PUC-PR (2013) e especialista em psicologia clínica também na PUC-PR (2017). Desde a graduação dediquei-me exclusivamente ao estudo da prática clínica, priorizando a abordagem psicanalítica de Freud, Lacan e demais teóricos associados. Isto também me motivou a continuar minha formação nos arredores da universidade, especialmente na Escola Brasileira de Psicanálise. Eventualmente voltei à formação universitária, buscando na França estilos de pensamentos diferentes que podiam agregar substância à minha formação. Completei Master 1 en Psychanalyse (Paris8) e o Master 2 en Psychologie Clinique Psychanalytique (Paris Université).

A questão científica

Com frequência, o argumento do “mais científico” é utilizado como uma forma de diferenciação na divulgação profissional. No entanto, nenhum profissional sério da saúde mental desconsidera as contribuições da ciência para a prática clínica, e inclusive a prática sempre será amparada pela ciência. Ao mesmo tempo, é importante reconhecer que sou praticante clínico e não cientista.

Haverá momentos em que os limites das generalizações científicas irão se tornar evidentes. Nesses casos, a sensibilidade e a versatilidade do profissional fazem toda a diferença, pois muitas experiências singulares exigem uma escuta e uma condução feitas sob medida. É nesse ponto que a competência clínica se revela e espero poder demonstrá-la.

Meu estilo

Minha curiosidade pela experiência humana começou cedo, e ainda criança era fissurado pelas histórias sobre detetives, mais especificamente pelas obras envolvendo Sherlock Holmes ou Hercule Poirot. Certamente isto influenciou minha escolha da psicologia como campo de trabalho, e por consequencia meu método particular de investigação, baseado na dedução e eliminação.

A questão toda gira em torno de cautela e, por consequência, da precisão das interpretações.

Cautela pois não é incomum colegas querendo validar sua vaidade intelectual ao colocarem palavras na boca de seus clientes, para encaixá-los em algum diagnóstico ou narrativa bem ajustada.

Considerando isto, bastaria considerar a palavra do cliente absoluta, afinal ele entende melhor da própria história que nós profissionais, e aí mora o segredo. Saber extrair informações por deduções precisas e eliminar o que é irrelevante para o cliente se torna também uma questão de eficiência.

Eficiência pela qual, como psicoterapeutas, somos pagos.

Não é uma técnica para salvar o mundo, ou prometer curas fantásticas, mas com uma ambição simples de diminuir o sofrimento do cliente. Prometer eliminação absoluta do sofrimento não somente é impossível (mesmo com intoxicação médica), como também seria contraproducente, pois, por oposição, também descobrimos o que nos traz satisfação perante a dor do viver.

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