Sobre o trabalho
O processo
Questões muito pontuais que precisam ser resolvidas com urgência podem configurar uma orientação psicológica breve. A necessidade de um laço terapêutico mais consistente e frequente pode levar à uma psicoterapia recorrente, na qual a vida do cliente será examinada nos mínimos detalhes e a precisão das interpretações será fundamental.
Eu situo a psicanálise como um processo mais ousado que a psicoterapia, no sentido em que procura-se mudar significativamente um ou mais traços de funcionamento do cliente, sendo guiado pela lógica do desejo e não pelo ajustamento social ou outro parâmetro de “bom” funcionamento.
Minha formação
A questão científica
Haverá momentos em que os limites das generalizações científicas irão se tornar evidentes. Nesses casos, a sensibilidade e a versatilidade do profissional fazem toda a diferença, pois muitas experiências singulares exigem uma escuta e uma condução feitas sob medida. É nesse ponto que a competência clínica se revela e espero poder demonstrá-la.
Meu estilo
A questão toda gira em torno de cautela e, por consequência, da precisão das interpretações.
Cautela pois não é incomum colegas querendo validar sua vaidade intelectual ao colocarem palavras na boca de seus clientes, para encaixá-los em algum diagnóstico ou narrativa bem ajustada.
Considerando isto, bastaria considerar a palavra do cliente absoluta, afinal ele entende melhor da própria história que nós profissionais, e aí mora o segredo. Saber extrair informações por deduções precisas e eliminar o que é irrelevante para o cliente se torna também uma questão de eficiência.
Eficiência pela qual, como psicoterapeutas, somos pagos.
Não é uma técnica para salvar o mundo, ou prometer curas fantásticas, mas com uma ambição simples de diminuir o sofrimento do cliente. Prometer eliminação absoluta do sofrimento não somente é impossível (mesmo com intoxicação médica), como também seria contraproducente, pois, por oposição, também descobrimos o que nos traz satisfação perante a dor do viver.